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Adulador, um inimigo disfarçado!

[Kadu]

Kadu

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Longe de mim usar um espaço tão valioso e democrático como esse para gerar contendas e divisões, muito menos inimizades ou intolerância religiosa e também a famosa “intolerância interdenominacional”, mas uma denuncia surge por aqui, e ela pode mudar a sua vida trazendo paz no coração e alívio de alguma confusão provocada pelos famosos “aduladores”.

O que é um adulador? De acordo com o dicionário Aurélio, adulador tem o mesmo significado de bajulador, isto é: “babão, xereta...” e outros sinônimos que não tem necessidade de citar por aqui, mas o que me chama a atenção no adulador que vou citar nessa coluna é aquele que vem para atrapalhar a obra de Deus andando na contra mão da Palavra e da ética. Infelizmente essas pessoas estão ganhando cada vez mais espaço dentro dos campos missionários.

Funciona da seguinte maneira: Surgem como espias (parece bíblico né? Seria se não fosse pelo motivo da “espionagem”), não para observar os campos amadurecidos, mas para observar os que foram colhidos, isto é, ao invés de procurar trabalhar na obra para pregar o Santo Evangelho da Salvação, querem “pregar” para os que já estão crendo e até mesmo batizados dentro de suas igrejas. A sutilidade no modo de agir assusta, começa com muita bajulação e cerco dentro de alguma vulnerabilidade do cristão (membro de alguma igreja), sempre tentando demonstrar ser mais agradável, prestativo e também “presente” a todos instantes. Acontece que alguns já descartam essa “assistência criminosa”, mas outros infelizmente caem no laço do passarinheiro ou na arapuca aramada contra a vida do crente. A intenção é levar o maior número de pessoas para dentro de um templo. Alguns fazem isso para somar relatórios para prestarem contas diante da “reunião de líderes”, outros descaradamente já começam a fazer as contas do “lucro” do grande investimento, e acredite outros já fazem isso para ver a falência de uma determinada igreja. Mas fica sempre a dúvida: Onde está o propósito de Deus nessa história? E o amor pelas almas perdidas? E o vizinho do crente que ainda não conhece a Jesus? Infelizmente muitos perderam esse foco... Acham que estão fazendo a obra de Deus, mas na verdade encaminhando pessoas rumo ao desvio e a apostasia da fé. Isso acontece porque os fracos e ingênuos na fé, buscam um conforto em um evangelho falso, a principal mensagem é a famosa prosperidade financeira e o mar de rosas oferecidas em troca de campanhas que nunca acabam e arrecadação que nunca chega a ser suficiente. Infelizmente esse é o mal uso da teologia da libertação, característica de países latino-americanos, inclusive o nosso gigante Brasil. Pessoas saudáveis dentro de suas igrejas, tiradas por falsas promessas vindas de “aduladores” servos de satanás.

Passa se um tempo, se o retorno financeiro não for bom, o membro “pescado no aquário alheio”, perde o prestígio e aquele brilho inicial. Outros que viram uma boa fonte financeira começam a ser literalmente laçadas com cargos e obrigações maiores ligadas a contribuição e a presença sufocante em templos e reuniões desnecessárias (laçadas). E logo em seguida vem os relatórios: - “Comecei uma igreja já com 500 membros!” Mas quantos não crentes foram abordados, evangelizados para essa igreja? Quantos membros vieram de transferência de outras denominações? (alguns não têm essa dignidade nem de dar uma satisfação à antiga igreja e ainda saem com alguma raiva, afinal é melhor ser bajulado do que confrontado). Mas onde está a essência de pregar o Evangelho e fazer discípulos?

Para entender um pouco melhor, quero finalizar esse texto e entender como age um adulador, vamos ler um pequeno trecho de John Bunyan em seu livro “O peregrino”:

“... E assim lá iam eles, e Ignorância os seguia. Caminharam até enxergar uma bifurcação, e os dois caminhos pareciam igualmente retos. Não sabiam, portanto, qual deles deveriam tomar. Por isso ali pararam para refletir. E enquanto ponderavam qual caminho tomar, eis que um homem de tez sombria, mas coberto de manto muito claro, aproximou-se deles e perguntou porque estavam ali parados. Responderam que seguiam para a cidade Celestial, mas não sabiam qual dos caminhos tomar. - Pois então sigam-me – disse o homem. – É pra lá que também vou. ... Sem que se dessem conta, o homem os fez cair numa rede, na qual tanto se enredaram que já não sabiam o que fazer; e o sombrio desconhecido deixou que o manto branco lhe caísse das costas. Viram então onde estavam. E ali ficaram a lamentar se por algum tempo, pois não tinham como se livrar da malha...”

E nesse trecho desse riquíssimo livro, Bunyan cita Provérbios 29.5:

“O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos”.

Referência Bibliográfica:

- O peregrino / John Bunyan; traduzido por Eduardo Pereira e Ferreira – São Paulo: Mundo cristão, 2006.

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